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A conta em reais compara o mesmo empréstimo de R$ 3.000 em seis parcelas, com taxas hipotéticas desta edição. De um lado, a empresa sem autorização da cena, a 20% ao mês. Do outro, um crédito pessoal numa instituição autorizada, a 5% ao mês.
Pela tabela Price (o sistema em que todas as prestações têm o mesmo valor), a parcela no crédito autorizado sai por R$ 591,05. Em seis meses, o tomador paga R$ 3.546,31, dos quais R$ 546,31 são juro.
Na empresa sem autorização, a parcela sobe para R$ 902,12. Em seis meses, o total pago chega a R$ 5.412,70, com R$ 2.412,70 de juro. Somada a taxa de liberação de R$ 300, a conta fecha em R$ 5.712,70.
| Autorizada, 5% ao mês | R$ 546,31 de juro | | Sem autorização, 20% | R$ 2.412,70 de juro | | Taxa de liberação | R$ 300 antes do depósito | | Diferença total | R$ 2.166,39 |
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O mesmo empréstimo de R$ 3.000 sai R$ 2.166,39 mais caro quando o credor está fora da lista.
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A Lei de Usura fixa um teto bem menor para esse credor. A 1% ao mês, o limite que o Decreto 22.626 permite a quem empresta fora do sistema, o mesmo empréstimo teria R$ 105,87 de juro em seis parcelas de R$ 517,65.
A diferença entre o teto legal e o cobrado vira dívida que o tomador pode contestar na Justiça. O caminho existe, mas exige advogado ou Juizado Especial Cível, prova de cada pagamento e meses de espera.
No crédito autorizado, três regras protegem a conta antes da assinatura. A primeira é o Custo Efetivo Total (o CET, que soma juro, IOF e tarifas num percentual só), obrigatório em toda operação desde a Resolução 3.517 do Conselho Monetário Nacional, de 2007.
A segunda é a quitação antecipada com desconto dos juros futuros, garantida pelo artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor. A terceira é a ouvidoria, que a Resolução 4.860 do Conselho Monetário Nacional, de 2020, obriga a responder em até dez dias úteis.
Na empresa sem autorização, nenhuma das três tem quem fiscalize. O contrato pode trazer multa por quitação antecipada, taxa escondida e juro sobre juro sem limite, e o Banco Central não tem poder sobre ela para mandar corrigir.
A taxa de liberação piora a conta por outro motivo. Em muitos casos, o depósito do empréstimo nunca chega, e os R$ 300 pagos adiantado são a única operação real do contrato.
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