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Os cálculos usam as anuidades hipotéticas desta edição e o gasto de Rogério, R$ 2.500 por mês. No básico, R$ 12 por mês viram R$ 144 em 12 meses. No Platinum, R$ 45 por mês viram R$ 540.
A diferença soma R$ 396 no ano. Sobre o salário mínimo de R$ 1.518, valor de 2025 fixado pelo Decreto 12.342, de 2024, o montante equivale a 26% de um mês de renda.
Os pontos devolvem parte desse dinheiro. O Platinum hipotético desta edição converte 1 ponto por dólar gasto, e a fatura em reais vira dólar pela cotação do dia. Com o dólar a R$ 5,40, os R$ 2.500 do mês rendem 463 pontos.
Em 12 meses, Rogério junta 5.556 pontos. Trocados por passagem aérea a R$ 0,025 por ponto, valor hipotético que varia por programa e por rota, os pontos valem R$ 138,90.
| Anuidade do básico | R$ 144 no ano | | Anuidade do Platinum | R$ 540 no ano | | Pontos do Platinum | R$ 138,90 no ano | | Custo líquido do Platinum | R$ 401,10 no ano | | Perda contra o básico | R$ 257,10 no ano |
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Mesmo com os pontos trocados, o Platinum de Rogério sai R$ 257,10 mais caro que o básico em 12 meses.
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O ponto de empate existe. Para os pontos cobrirem os R$ 396 de diferença, Rogério precisaria juntar 15.840 pontos no ano, ou 1.320 por mês. Pela cotação usada aqui, o gasto mensal no cartão teria que chegar a R$ 7.128.
Esse gasto é quase o triplo do orçamento dele. Para chegar lá, Rogério teria que passar no cartão despesas que hoje paga por Pix ou boleto, como aluguel e condomínio, e muitos bancos nem aceitam essas contas no crédito sem cobrar taxa extra.
Os benefícios que não viram ponto também têm preço. A sala VIP só rende para quem embarca com frequência, e Rogério voa uma vez por ano. O seguro de viagem internacional não cobre viagem que não acontece.
Muitos bancos oferecem ainda a isenção da anuidade para quem gasta acima de um valor mínimo por mês. No Platinum desta edição, o piso hipotético é R$ 5.000, o dobro do gasto de Rogério, e a isenção nunca chegou a valer para ele.
A anuidade, por fim, só pesa no orçamento de quem paga a fatura inteira. Quem deixa saldo no rotativo (a parte da fatura que passa para o mês seguinte) paga juro mensal muito maior que qualquer anuidade, e trocar de cartão não resolve essa dívida.
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