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A conta em reais compara os R$ 20 mil da confeiteira em 36 parcelas pela tabela Price (o sistema em que todas as prestações têm o valor igual). As taxas são hipotéticas desta edição: 4% ao mês no crédito pessoal e 21% ao ano no Pronampe.
Os 21% ao ano saem de uma Selic de referência montada em 15% mais o teto de 6% da lei. Convertidos para o mês, dão 1,60%, menos da metade da taxa do CPF.
No crédito pessoal, a parcela sai por R$ 1.057,74. Em 36 meses, a confeiteira paga R$ 38.078,55, e R$ 18.078,55 dessa soma são juro.
No Pronampe, a parcela cai para R$ 735,29. Em 36 meses, o total pago fica em R$ 26.470,39, com R$ 6.470,39 de juro.
| CPF, 4% ao mês | R$ 1.057,74 por mês | | Pronampe, 21% ao ano | R$ 735,29 por mês | | Juro total no CPF | R$ 18.078,55 | | Juro total no Pronampe | R$ 6.470,39 | | Diferença em 36 meses | R$ 11.608,16 |
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Os R$ 20 mil saem R$ 11.608,16 mais caros quando o MEI pede no CPF o que o CNPJ conseguiria no Pronampe.
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O juro do CPF fica 2,8 vezes acima do juro do Pronampe na conta montada. A parcela mensal, que é o que pesa no caixa da confeitaria, fica R$ 322,45 maior.
Em 36 meses, a diferença de parcela soma o preço de outro forno. A confeiteira trabalha três anos para pagar dois e usa só um.
A taxa do Pronampe acompanha a Selic. Se a taxa básica sobe durante o contrato, a parcela pode subir junto, porque a linha é pós-fixada (o juro se recalcula pela Selic de cada período). A conta acima congela a Selic de referência para comparar as duas parcelas em condições iguais.
Mesmo com a Selic mais alta, a distância continua grande. Para o Pronampe alcançar a taxa do CPF da cena, a Selic teria de passar de 50% ao ano, patamar que a taxa básica não alcança há décadas.
O crédito no CPF traz um custo que não aparece na parcela. A dívida entra no histórico da pessoa física e pesa no score dela, que é a nota usada quando a confeiteira pedir um financiamento de carro ou de casa.
O Pronampe fica no CNPJ. Para a pessoa física, a dívida da empresa não ocupa a margem pessoal, embora o banco possa pedir o aval do dono no contrato.
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