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A troca do plano pago pela lei depende de pedir os dados certos, no canal certo, com a frequência certa. O caminho tem três pedidos e um cancelamento.
1. Peça a cada bureau a lista de consultas ao seu CPF nos seis meses anteriores, com base no artigo 6º, inciso IV, da Lei 12.414. Serasa Experian, Boa Vista, Quod e SPC Brasil têm canal próprio por aplicativo ou site.
2. Peça, no mesmo atendimento, as fontes de cada informação e os bureaus com quem os dados foram compartilhados, incisos II e III do mesmo artigo. Um dado com fonte desconhecida é o primeiro sinal de cadastro feito por terceiro.
3. Repita os dois pedidos a cada seis meses, em datas fixas no calendário. A lista semestral cobre o ano inteiro sem lacuna e sem mensalidade.
4. Se já assina um plano e decide trocar, cancele pelo mesmo canal usado para contratar e guarde o protocolo. O cancelamento interrompe as cobranças seguintes. Confira a fatura do mês seguinte: uma cobrança nova depois do protocolo é contestada direto com a administradora do cartão.
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Dois pedidos por ano, a cada bureau, entregam a lista de consultas que o plano cobra R$ 286,80 para enviar.
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Se o bureau negar o pedido ou cobrar por ele, a reclamação vai ao Procon do estado ou ao Consumidor.gov.br, com o número do protocolo e a citação do artigo 6º. O descumprimento sujeita o gestor às sanções do Código de Defesa do Consumidor.
O alerta pago continua fazendo sentido em um caso: documento perdido, roubado ou vazado. Nesses meses, a velocidade do aviso vale a mensalidade, e o plano pode ser assinado por prazo curto e cancelado quando o risco baixar.
Há ainda duas alternativas sem custo para o mesmo risco. O Registrato, sistema gratuito do Banco Central acessado pela conta gov.br, mostra os empréstimos, as contas e as chaves Pix ligados ao CPF em todas as instituições do país. E o boletim de ocorrência pela perda do documento serve de prova para contestar crédito aberto por terceiro.
A escolha final sai da conta do seu próprio caso: quanto custa o plano que você assina, e quantas vezes no ano um alerta em tempo real mudou alguma decisão sua.
Quantas consultas ao seu CPF você reconheceria, se pedisse hoje a lista dos últimos seis meses a cada bureau?
A resposta sai dos pedidos 1 e 2. Consulta que você não reconhece é motivo de contestação. Consulta que você reconhece mostra que a lista da lei cumpriu o papel do alerta.
R$ 286,80. Foi quanto doze mensalidades de R$ 23,90 somaram em um ano de monitoramento do score, pela conta desta edição.
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